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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa


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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa

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Texto 1. EL CAPITAL (livro 1, capítulo 1)


A mercadoria

La riqueza de las sociedades en las que domina el modo de producción capitalista se presenta como un "enorme cúmulo de mercancías", [1] y la
mercancía individual como la forma elemental de esa riqueza.

Nuestra investigación, por consiguiente, se inicia con el análisis de la mercancía.
La mercancía es, en primer lugar, un objeto exterior, una cosa que merced a sus propiedades satisface necesidades humanas del tipo que fueran. La
naturaleza de esas necesidades, el que se originen, por ejemplo, en el estómago o en la fantasía, en nada modifica el problema [2].

Tampoco se trata aquí de cómo esa cosa satisface la necesidad humana: de si lo hace directamente, como medio de subsistencia, es decir, como objeto de disfrute, o a través de un rodeo, como medio de producción.
Toda cosa útil, como el hierro, el papel, etc., ha de considerarse desde un punto de vista doble: según su [44] cualidad y con arreglo a su cantidad.

Cada una de esas cosas es un conjunto de muchas propiedades y puede, por ende, ser útil en diversos aspectos.

El descubrimiento de esos diversos aspectos y, en consecuencia de los múltiples modos de usar las cosas, constituye un hecho histórico [3].

Ocurre otro tanto con el hallazgo de medidas sociales para indicar la cantidad de las cosas útiles.

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Texto 2. CULTURA NACIONAL E CULTURA ORGANIZACIONAL


O OBJETIVO

Este trabalho procura estudar, ainda que de forma limitada, a relação da cultura nacional com a cultura organizacional. Trata-se de uma interação que envolve questões como a influência da cultura local sobre a organizal e os possíveis choque culturais decorrentes.

Este tipo de reflexão surge em um momento em que assite-se a um processo que afeta quase todos os países do mundo, a Globalização. Eis um fenômeno que diminui as distâncias e as barreiras, aproximando as culturas, e que tem contribuído para uma uniformização do comportamento das pessoas ao redor do mundo, especialmente nas classes dominantes.

CV Lattes <http://lattes.cnpq.br/2621325329525371>
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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NAS SOCIEDADES CAPITALISTA


Resumo

O artigo consiste numa discussão teórica sobre a utilização da tecnologia no sistema capitalista. Na primeira parte, é discutido o conceito de tecnologia numa perspectiva marxista, demonstrando que não se trata de uma criação do sistema capitalista, mas numa apropriação. Em seguida, a perspectiva schumpteriana remete a tecnologia ao conceito de inovação, onde será apropriada na forma de novos produtos, serviços e/ou processos produtivos, instrumentos da valorização do capital. Finalmente, o artigo expõe o papel desempenhado pela firma neste processo de aquisição ou desenvolvimento de tecnologia, através da construção de uma capacidade tecnológica que permita sua utilização para o alcance dos propósitos da firma.

 
Abstract

The article consists on a discussion about the using of technology in capitalist system. Firstly, it’s discussed the concept of technology in a marxist perspective, demonstrating that it is not a capitalism creation, but an appropriation. Next, the schumpterian perspective sends technology to the concept of innovation, where it will be appropriated under the form of new products, services or productive processes, instruments of capital increased value. Finally, the article shows the role performed by the firm, in this process of acquisition or technology development, through the building of a technological capacity which allows its using for reaching the firm’s purposes.

PARA CITAR NO PADRÃO ABNT

PINHEIRO, Helano Diógenes; PINHEIRO, Daniel Rodriguez de Carvalho. Tecnologia e inovação na sociedade capitalista. Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 17, n. 2, p. 157-160, ago./dez. 2002 157.


 




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EMPREGO FEMININO


Emprego feminino: o que há de novo e o que se repete

Female Employment: Whats New and What Isnt

Abstract

Based on Brazilian census data for 1985-95 (PNAD), the article offers evidence concerning recent changes in female employment. In doing so, it calls into question the current notion that when women become more economically active, male joblessness rates rise over the long run. If it is true that jobs are scarce at this moment of productive restructuring and that the market now favors women over men, it is also true that this has transpired without substantially shifting job standards that display sharp gender segregation. Nevertheless, there are promising signs that labor market inequalities between men and women are decreasing in terms of remuneration, particularly beyond the bounds of the wage relation. These changes, however, would appear to benefit a relatively limited group of women, that is, those with college degrees. These women are the only ones who wield any effective bargaining power on the labor market, although relative. Inequalities between women are thus increasing while differences between the genders have not yet been overcome.

Keywords: female employment in the 1990s; job segregation by gender; gender discrimination on the labor market

Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0011-52581997000100003&script=sci_arttext&tlng=em>
 
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PROJETO DE ENSINO DE SOCIOLOGIA DO TRABALHO


Projeto de Ensino de Sociologia Brasileira (Programa)
Objetivo

Discutir, entender, analisar e interpretar a sociedade capitalista e a empresa do ponto de vista do trabalho e não do capital. Analisar as transformações tecnológicas, organizacionais e suas implicações na constituição de atores coletivos e movimentos sociais, destacando algumas temáticas contemporâneas e emergentes ao estudo do mundo do trabalho.

Ementa

O objeto da Sociologia do trabalho e pressupostos duma teria sociológica construída do ponto de vista do trabalho. Revisão dos conceitos de salário, preço e lucro do ponto de quem fornece a força de trabalho. Tecnologia e inovação do capital. Processo de trabalho, processo de produção, inovação tecnológica e inovação tecnológica para o capital.

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ENTRE A JUSTIÇA E O SOFRIMENTO


Entre a justiça e o sofrimento: um estudo nas empresas do comércio varejista de Fortaleza

Justiça, Sofrimento e Prazer são experiências cujos significados extrapolam a análise moral. No mundo do trabalho elas parecem repercutir no desempenho dos trabalhadores. E se isso for verdadeiro, pergunta-se: que correlação empírica existe entre o sofrimento do trabalhador do comércio varejista e a percepção dele de justiça na organização? Em busca de respostas, foram construídos os objetivos do estudo. São eles: analisar a relação entre a percepção de justiça nas empresas e o sofrimento dos trabalhadores; discutir os conceitos de justiça e sofrimento no trabalho; analisar se a percepção de justiça e a vivência sofrimento são diretamente ou inversamente proporcionais; e, compreender se é possível utilizar-se de um ambiente justo para dar maior estabilidade à atuação profissional dos trabalhadores (vendedores de varejo) e reduzir o sofrimento laboral deles. Dois instrumentos de pesquisa — de natureza quantitativa — testados, validados e consolidados em outros trabalhos científicos constroem a ponte entre teoria e campo empírico — a Escala de Percepções de Justiça de Colquitt e a Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho de Mendes. Curiosamente, a pesquisa dá indícios de que sofrimento e justiça não estão diretamente correlacionados no mundo dos negócios.

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O ABISMO TECNOLÓGICO BRASILEIRO


O jogo das cadeiras: notas introdutórias sobre as mudanças nos processos de trabalho e desemprego organizacional.

Capítulo II.
O abismo tecnológico brasileiro. Sobre tecnologia como variável explicativa da produtividade do trabalho

A pergunta que encerrou o capítulo anterior era: as empresas brasileiras, além de atrair investimentos externos diretos e organizar-se na forma de empresa-rede, na busca de aumento de produtividade, estão investindo em pesquisa tecnológica? Ao que se acrescenta: qual o impacto dessas novas tecnologias sobre a indústria e sobre o trabalho?

A resposta à primeira pergunta parece que é certamente é um sonoro não. Mas não é assim tão simples. Há pesquisadores que acreditam a ciência e o progresso técnico estariam, de algum modo, associados a uma vida boa, para usar uma palavra de Aristóteles.

O consumo da força de trabalho foi alçado à principal variável explicativa do aumento da produtividade industrial, porque, como tentarei mostrar aqui, no Brasil, não há dados recentes que indiquem que a produtividade do trabalho está associada, significativamente, ao emprego intensivo de novas tecnologias. Só há ensaios. Primeiro, porque os países pobres, em geral, estão tecnologicamente muito atrasados. Segundo, porque a indústria de capital privado nacional e multinacional investe muito pouco na capacitação da indústria local.

2.1 – O conceito de tecnologia...

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NA SOCIEDADE CAPITALISTA


Tecnologia e inovação na sociedade capitalista

O artigo consiste numa discussão teórica sobre a utilização da tecnologia na sociedade capitalista. Na primeira parte, é discutido o conceito de tecnologia numa perspectiva marxista, demonstrando que não se trata de uma criação do sistema capitalista, mas numa apropriação. Em seguida, a perspectiva schumpteriana remete a tecnologia ao conceito de inovação, onde será apropriada na forma de novos produtos, serviços e/ou processos produtivos, instrumentos da valorização do capital. Finalmente, o artigo expõe o papel desempenhado pela firma neste processo de aquisição ou desenvolvimento de tecnologia, através da construção de uma capacidade tecnológica que permita sua utilização para o alcance dos propósitos da firma.

Abstract

The article is a discussion about the using of technology in capitalist system. Firstly, it’s discussed the concept of technology in a Marxist perspective, demonstrating that it is not a capitalism creation, but an appropriation. Next, the Schumpeterian perspective sends technology to the concept of innovation, where it will be appropriated under the form of new products, services or productive processes, instruments of capital increased value. Finally, the article shows the role performed by the firm, in this process of acquisition or technology development, through the building of a technological capacity which allows its using for reaching the firm’s purposes.

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SALÁRIO, PREÇO E LUCRO


O jogo das cadeiras: notas introdutórias sobre as mudanças nos processos de trabalho e desemprego organizacional.

Capítulo V.
Mais-valia e produtividade (salário, preço e lucro)

A produtividade do trabalho como indicador empírico da exploração Produtividade é um conceito operacional e pode ser calculada de modo simples. Ao contrário da mais-valia cujo cálculo é complicado porque presume-se que não há problemas na transformação dos valores em preços, a produtividade do trabalho ou do capital pode ser calculada de modo simples.

A exploração que está na forma de existir da mais-valia já não é tão simples de se perceber como o conceito de produtividade do trabalho. Nesse caso, a produtividade do capital é um conceito mais apropriado. Ela indicará se o excedente de trabalho foi ou não remunerado. Portanto, informará o nível de exploração da força de trabalho consumida pelo capital. Por causa disso, as variações da produtividade interessam tanto ao trabalhador como ao acionista do capital.

O consumo de mercadorias implica que ambos os sujeitos do negócio sejam proprietários: um possui dinheiro; o outro, uma mercadoria qualquer. A propriedade de dinheiro e da mercadoria foi precedida da produção do valor “V” e repartida segundo a famosa relação de distribuição dos rendimentos de Marx. Os trabalhadores receberam sua parcela do valor novo V na forma de salário. Os acionistas do capital receberam lucros. Os proprietários de terra – Marx não conheceu as modernas formas dos aluguéis como o leasing – receberam renda fundiária. E na hipótese do aumento da produtividade, todos tentarão, pelo menos em tese, obter uma cota maior na nova distribuição. Trabalhadores tentarão converter produtividade em salário. Acionistas tentarão convertê-la em lucro. Proprietários, em aluguel.

O que os agentes, em luta pelos ganhos de produtividade, podem fazer?

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