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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa - HISTÓRIA E MEMÓRIA DA RADIODIFUSÃO CEARENSE


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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa

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HISTÓRIA E MEMÓRIA DA RADIODIFUSÃO CEARENSE

COORDENADORA:

Profa. Dra. Herotilde Honário Silva

EQUIPE:

Renata Ribeiro Vasconcelos, Ana Karine Zaranza, Sara Rebeca Aguiar de Carvalho, Izakeline de Paiva Ribeiro, Aline Rebouças Azevedo Soares, Eduardo Nunes Freire, Ana Paula Farias, Glauber Santos Paiva Filho, Paulo Ernesto Saraiva Serpa, Nilton Melo de Almeida, Jari Vieira Silva, Roberta Manuela Barros de Andrade, Tânia Cristina Tavares de A Furtado, José Flamarion Pelúcio Silva, Marcelo Leite Barbalho

O Ceará, como uma experiência de povo que se insere num espaço e tempo particulares, guarda em sua memória uma história coletiva de pobreza, miséria, seca, calamidades sociais que trafegam os séculos. Mas, essa memória-imagem se intersecciona com outras visões. O Ceará das idéias visionárias, da Confederação do Equador, da Padaria Espiritual, da Abolição da Escravatura. É essa união entre contingência e inovação que molda o destino desse povo. Esses elementos históricos confluem no surgimento, implantação e desenvolvimento do rádio no Estado. Em um contexto de penúria, de desigualdades sociais gritantes, a inserção tecnológica é sempre um grande desafio de ação. Essa mediação tecnológica que se incorpora nos meios de comunicação de massa tem em seu percurso um contexto social adverso, talvez por isso, sua história seja híbrida, mesclando- se com espíritos desbravadores e indômitos. Esses homens e mulheres, empreendedores, criativos, constroem uma história individual e coletiva que torna a memória da rádiodifusão uma multiplicidade de eventos bem particulares que devem ser fixados no tempo e espaço a fim de que a experiência social não desapareça nas brumas do esquecimento. No entanto, ressalto que não se trata de um simples trabalho de resgate e/ou arquivamento. Trata-se de estabelecer os liames do passado a fim de problematizar o presente. Nosso olhar volta-se para o que veio antes com o intuito de construir ligações com o aqui e o agora, colocando na berlinda a existência dos projetos de comunicação da contemporaneidade, confrontando realidades distintas, procurando suas imbricações e desdobramentos. Essa memória se concretiza nas reminiscências das pessoas que de fato fizeram esses meios.

Erotilde Honório Silva

17/03/2007

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