Notas sobre A Lógica da Investigação Científica de K.R. Popper (capítulo 1). Fortaleza, 12 maio 2006.
Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro
KARL RAIMUND POPPER: 28 jul. 1902, Viena, Áustria.
1928: com 26anos doutorou-se
1926-1927: Circulo de Viena
1934: publicou Logik
1937: ensinou
1945: a convite de Hayek, foi ser lecturer na School of Economics, Londres. Passou a estudar Lógica, Metodologia das Ciências Sociais e Probabilidade.
1959: publicou Logic and scientific discovery.
1964: torna-se Sir Popper.
A Física tem problemas genuínos (situação-problema) que o pesquisador é capaz de conhecer.
A Filosofia está diante de ruínas, onde talvez haja um tesouro.
(Popper, Viena, 1984.)
A tarefa do Cientista teórico ou experimental
A tarefa da Lógica
O problema:
a) Que são esses “métodos das ciências empíricas”?
b) A que damos o nome de “ciências empíricas”?
a) CIÊNCIAS EMPÍRICAS, característica:
“Método indutivo” → A lógica: Indutiva (p. 27).
b) INDUZIR?
Enunciados Singulares (particulares) — observações & experimentos → Universais — hipóteses ou terias (p. 27).
c) PROBLEMA DE HUME, CONSEQÜÊNCIAS?
d) “...a descrição de uma experiência [...] só pode ser um enunciado singular e não um enunciado universal”. (p. 28) → T1
e) “...indagar se há leis naturais sabidamente verdadeira é apenas outra forma de indagar se as inferências indutivas se justificam logicamente”. (p. 28) → Corolário da T1 (lat. Corollariu).
d) PRINCÍPIO DA INDUÇÃO?
Conceito
“Enunciado capaz de auxiliar-nos a ordenar as inferências indutivas em formas logicamente aceitável”. (p. 28)
Conceito
Enunciado (enunciattum, axioma): expressão lingüística de sentido completo, que é verdadeiro ou falso.
Conceito
“...há de constituir-se num enunciado sintético, o.s., enunciado cuja negação não se mostre logicamente contraditória”. (p. 28)
Para entender:
F + M = Engenharia → F = Engenharia - M, Absurdo!
E
Com M-V o K se valoriza → Sem M-V o K não se valoriza.
a) Princípio: Enunciado Universal.
b) Para justificá-lo: recorrer às Inferências Indutivas...
c) Para justificar as Inferências: recorre-se a outras etc.
Logo: Regressão infinita.
Principio da Indução (= Princípio da Causação Universal) é válido a priori. (?)
Às ciências não é dada a verdade nem falsidade.
Não resolve! Permanece a necessidade de justificar tudo de novo com base no Princípio da Indução. (POPPER, 1975, p. 30)
TRAB. DO CIENTISTA: Elaborar Teo. + Pô-las a prova.
2.1 (Conceber) Inventar Teoria ≠ Prová-las (Quid Júris, KANT)
2.2 Epistemologia: Reconstrução Racional dos procedimentos de prova da Teo. ou Hipótese
2,3 Psicologia Empírica: Invenção da Teo.
· Antecipação.
· Hipótese.
· Sistema Teórico ou Análogos.
QUE FAZER?
i) Pode tirar conclusões (Dedução)
ii) Comparar as conclusões entre elas → Lógica
· Equivalência
· Dedutibilidade
· Compatibilidade
· ou Incompatibilidade
3.2.1 CONDUTAS
· Comparação Lógica das Conclusões
· Investigação da Forma Lógica da Teo. (erro: Tautológica)
· Ver se há avanço
· Aplicações Empíricas Experimentais ou Tecno. (p. 33)
a) NAS APLICAÇÕES TECNO-PRÁTICAS.
Passo 1: Teoria → Predições (enunciados falsificáveis) facilmente postas à prova ou de aplicação prática.
Passo 2: Selecionam-se os enunciados detutíveis da teo. vigente.
Passo 3: E os que a contradigam.
Passo 4: Então, confrontam-se os enunciados com os resultados das aplicações práticas ou experimentais.
b) VALIDAÇÃO: TEORIAS PREDIÇÕES Enunc. Contradizem Enunc. Corroboram Enunc. CONFIRMADO Enunc. FALSEADO EXPERIMENTO
· Se conclusão singular for verificada, então, a teo. ñ pode ser rejeitada.
· Se a conclusão singular for falsificada, “...o resultado falseará tb. a teo. da qual as conclusões foram logicamente deduzidas” (p. 34).
Creio que uma discussão razoável é sempre possível quando os interlocutores se interessam pela verdade e estão dispostos a dar atenção às varias que se manifestam. (POPPER, p. 39, n.r.)
Ciências Empíricas ≠ Matemática ≠ Lógica ≠ Metafísica
a) POR QUE DISTINGUIR?
Ex. 1: Soma
23 + 2 = 31 ou 23 + 2 = 25 (?)
Ex. 2: Sofisma:
Ex. 3: Metafísica é não empírica. Do homem de Platão. O gov. da maioria é Injusto, Aristóteles.
b) AS CIÊNCIAS NÃO SÃO SISTEMAS CONCEITOS, MAS DE ENUNCIADO.
i) Sistema de enunciados sintéticos. Representar um mundo não contraditório, mundo possível.
ii) Satisfazer o critério de demarcação. Representar o mundo da experiência possível.
iii) Deve ser diferente dos sistemas semelhantes.
iv) Deve ter resistido às provas (p. 40-41).
“...um enunciado científico deve ser passível de verificação conclusiva”(SCHILICK apud POPPER, 1975, p. 41)
“Se não houver meio possível de determinar se um enunciado é verdadeiro, esse enunciado não terá significado [sentido] algum, pois o significado [sentido] de um enunciado confunde-se com o método de sua verificação”. (WAISMANN apud POPPER, 1975, p. 41)
· Como saber se uma frase é científica?
· Em que consiste a P?
· 2 + 2 = 4?
a) Não existe a chama indução.
b) Inferências que levam à teoria, partindo de enunciados singulares “verificados pela experiência” [...] são logicamente inadmissíveis.
Conseqüentemente, as teo. nunca são empiricamente verificáveis”. (p. 41-42)
a) Sistema passível de comprovação pela experiência.
b) E que possa ser falseado ou refutado.
Examine a frase:
· Choverá ou não choverá aqui, amanhã. (?)
· Choverá aqui, amanhã. (?)
c) A Assimetria.
É possível evitar a falsificação [Numa concorrência perfeita...].
a) Deslocamento
Caráter empírico da teoria. → Caráter empírico do enunciado.
b) Experiências perceptuais: enunciados básicos.
Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro
12/05/2006