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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa - Notas sobre A Lógica da Investigação Científica de K.R. Popper


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OBSERVATÓRIO DA CULTURA: laboratório multidisciplinar de estudos e pesquisa

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Notas sobre A Lógica da Investigação Científica de K.R. Popper

Capítulo 1. Fortaleza, 12 maio 2006.

Notas sobre A Lógica da Investigação Científica de K.R. Popper (capítulo 1). Fortaleza, 12 maio 2006.

Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro

www.observatorio.pro.br

KARL RAIMUND POPPER: 28 jul. 1902, Viena, Áustria.

1928: com 26anos doutorou-se em Filosofia. O pai era doutor em Direito. Ensinou Matemática, Física, Filosofia. Conheceu, em Princeton, Einstein e Bhor.

1926-1927: Circulo de Viena

  • Otto Neurat; R. Carnap; L. Wittgenstein

1934: publicou Logik

1937: ensinou em Canterbury College, em Christchurch, Nova Zelândia. Publicou: Conjectures and Refutations (1963); Poverty and historicism (1945); The open society and its enemies.

1945: a convite de Hayek, foi ser lecturer na School of Economics, Londres. Passou a estudar Lógica, Metodologia das Ciências Sociais e Probabilidade.

  • Foi reader de 1945-1949;

  • Catedrático de 1950-1969;

  • Professor emérito da Universidade de Londres a partir de1970.

1959: publicou Logic and scientific discovery.

1964: torna-se Sir Popper.

Prefácio da 1ed. Logic of scientific discovery

A Física tem problemas genuínos (situação-problema) que o pesquisador é capaz de conhecer.

A Filosofia está diante de ruínas, onde talvez haja um tesouro.

(Popper, Viena, 1984.)

Capítulo I: Colocação de alguns problemas fundamentais.

A tarefa do Cientista teórico ou experimental

A tarefa da Lógica

O problema:

a) Que são esses “métodos das ciências empíricas”?

b) A que damos o nome de “ciências empíricas”?

1. O problema da Indução.

1.1 Que será contestado:

a) CIÊNCIAS EMPÍRICAS, característica:

Método indutivo A lógica: Indutiva (p. 27).

b) INDUZIR?

Enunciados Singulares (particulares) — observações & experimentos Universais — hipóteses ou terias (p. 27).

1.2 A tese da Contestação

c) PROBLEMA DE HUME, CONSEQÜÊNCIAS?

d) “...a descrição de uma experiência [...] só pode ser um enunciado singular e não um enunciado universal”. (p. 28) T1

e) “...indagar se há leis naturais sabidamente verdadeira é apenas outra forma de indagar se as inferências indutivas se justificam logicamente”. (p. 28) Corolário da T1 (lat. Corollariu).

d) PRINCÍPIO DA INDUÇÃO?

Conceito

“Enunciado capaz de auxiliar-nos a ordenar as inferências indutivas em formas logicamente aceitável”. (p. 28)

Conceito

Enunciado (enunciattum, axioma): expressão lingüística de sentido completo, que é verdadeiro ou falso.

Conceito

“...há de constituir-se num enunciado sintético, o.s., enunciado cuja negação não se mostre logicamente contraditória”. (p. 28)

Para entender:

F + M = Engenharia F = Engenharia - M, Absurdo!

E

Com M-V o K se valoriza Sem M-V o K não se valoriza.

1.3 Absurdo do Princípio da Indução.

a) Princípio: Enunciado Universal.

b) Para justificá-lo: recorrer às Inferências Indutivas...

c) Para justificar as Inferências: recorre-se a outras etc.

Logo: Regressão infinita.

1.4 Princípio da Indução, sol. KANT

Principio da Indução (= Princípio da Causação Universal) é válido a priori. (?)

1.5 Princípio da Inferência Provável, sol. REICHENBACH

Às ciências não é dada a verdade nem falsidade.

Não resolve! Permanece a necessidade de justificar tudo de novo com base no Princípio da Indução. (POPPER, 1975, p. 30)

2 Eliminação do Psicologismo.

TRAB. DO CIENTISTA: Elaborar Teo. + Pô-las a prova.

2.1 (Conceber) Inventar Teoria Prová-las (Quid Júris, KANT)

2.2 Epistemologia: Reconstrução Racional dos procedimentos de prova da Teo. ou Hipótese

2,3 Psicologia Empírica: Invenção da Teo.

3 Prova Dedutiva da Teo.

3.1 A partir da idéia nova,

·         Antecipação.

·         Hipótese.

·         Sistema Teórico ou Análogos.

QUE FAZER?

i)                   Pode tirar conclusões (Dedução)

ii)                  Comparar as conclusões entre elas Lógica

·         Equivalência

·         Dedutibilidade

·         Compatibilidade

·         ou Incompatibilidade

3.2.1 CONDUTAS

·         Comparação Lógica das Conclusões

·         Investigação da Forma Lógica da Teo. (erro: Tautológica)

·         Ver se há avanço

·         Aplicações Empíricas Experimentais ou Tecno.  (p. 33)

a) NAS APLICAÇÕES TECNO-PRÁTICAS.

Passo 1: Teoria Predições (enunciados falsificáveis) facilmente postas à prova ou de aplicação prática.

Passo 2: Selecionam-se os enunciados detutíveis da teo. vigente.

Passo 3: E os que a contradigam.

Passo 4: Então, confrontam-se os enunciados com os resultados das aplicações práticas ou experimentais.

b) VALIDAÇÃO:

TEORIAS

PREDIÇÕES

Enunc. Contradizem

Enunc. Corroboram

Enunc. CONFIRMADO

Enunc. FALSEADO

EXPERIMENTO

·         Se conclusão singular for verificada, então, a teo. ñ pode ser rejeitada.

·         Se a conclusão singular for falsificada, “...o resultado falseará tb. a teo. da qual as conclusões foram logicamente deduzidas” (p. 34).

4 O problema da Demarcação: PROBLEMA DE KANT.

Creio que uma discussão razoável é sempre possível quando os interlocutores se interessam pela verdade e estão dispostos a dar atenção às varias que se manifestam. (POPPER, p. 39, n.r.)

Ciências Empíricas Matemática Lógica Metafísica

a) POR QUE DISTINGUIR?

Ex. 1: Soma

23 + 2 = 31 ou 23 + 2 = 25 (?)

Ex. 2: Sofisma:

Ex. 3: Metafísica é não empírica. Do homem de Platão. O gov. da maioria é Injusto, Aristóteles.

b) AS CIÊNCIAS NÃO SÃO SISTEMAS CONCEITOS, MAS DE ENUNCIADO.

  • POSITIVISTAS DO CÍRCULO DE VIENA. Frase protocolares, de base, juízos de percepção, proposições atômicas: Verdadeiras.

  • WITTGENSTEIN: reduzir qq frase à uma “frase de base”.

5 A EXPERIÊNCIA COMO MÉTODO.

  • CIÊNCIA EMPÍRICA: “mundo da nossa experiência”.

i)                   Sistema de enunciados sintéticos. Representar um mundo não contraditório, mundo possível.

ii)                  Satisfazer o critério de demarcação. Representar o mundo da experiência possível.

iii)                Deve ser diferente dos sistemas semelhantes.

iv)               Deve ter resistido às provas (p. 40-41).

6 A Falseabilidade como Critério de Demarcação.

“...um enunciado científico deve ser passível de verificação conclusiva”(SCHILICK apud POPPER, 1975, p. 41)

Se não houver meio possível de determinar se um enunciado é verdadeiro, esse enunciado não terá significado [sentido] algum, pois o significado [sentido] de um enunciado confunde-se com o método de sua verificação”. (WAISMANN apud POPPER, 1975, p. 41)

·         Como saber se uma frase é científica?

·         Em que consiste a P?

·         2 + 2 = 4?

6.1 A tese de K. R. Popper

a) Não existe a chama indução.

b) Inferências que levam à teoria, partindo de enunciados singulares “verificados pela experiência” [...] são logicamente inadmissíveis.

Conseqüentemente, as teo. nunca são empiricamente verificáveis”. (p. 41-42)

6.2 Assimetria Lógica e o Critério de Demarcação.

É CIENTÍFICO:

a) Sistema passível de comprovação pela experiência.

b) E que possa ser falseado ou refutado.

Examine a frase:

·         Choverá ou não choverá aqui, amanhã. (?)

·         Choverá aqui, amanhã. (?)

c) A Assimetria.

6.3 Hipóteses e definições ad hoc.

É possível evitar a falsificação [Numa concorrência perfeita...].

7 O problema da “Base Empírica”

a) Deslocamento

Caráter empírico da teoria. Caráter empírico do enunciado.

b) Experiências perceptuais: enunciados básicos.

Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro

12/05/2006

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