A pergunta que encerrou o capítulo anterior era: as empresas brasileiras, além de atrair investimentos externos diretos e organizar-se na forma de empresa-rede, na busca de aumento de produtividade, estão investindo em pesquisa tecnológica? Ao que se acrescenta: qual o impacto dessas novas tecnologias sobre a indústria e sobre o trabalho?
A resposta à primeira pergunta parece que é certamente é um sonoro não. Mas não é assim tão simples. Há pesquisadores que acreditam a ciência e o progresso técnico estariam, de algum modo, associados a uma vida boa, para usar uma palavra de Aristóteles.
O consumo da força de trabalho foi alçado à principal variável explicativa do aumento da produtividade industrial, porque, como tentarei mostrar aqui, no Brasil, não há dados recentes que indiquem que a produtividade do trabalho está associada, significativamente, ao emprego intensivo de novas tecnologias. Só há ensaios. Primeiro, porque os países pobres, em geral, estão tecnologicamente muito atrasados. Segundo, porque a indústria de capital privado nacional e multinacional investe muito pouco na capacitação da indústria local.
2.1 – O conceito de tecnologia...
Daniel Rodriguez de Carvalho Pinheiro
04/01/2009