A pesquisa investigou como a tecnologia da informação automatizada (TI) é percebida pelas secretarias de governo, autarquias e fundações, no Ceará. O objetivo foi verificar se a TI, no poder público, desempenha o papel estratégico que se espera dela, no entendimento da administração principal do Governo do Estado. Discutir o que é sistema e tecnologia da informação, enquanto ferramenta; as possibilidades de uso estratégico das tecnologias da informação na administração pública; investigar planejamento estratégico, formulação de estratégias e os papéis dos sistemas e tecnologias da informação nos órgãos e entidades estaduais; comparar o papel da TI nos diferentes órgãos e entidades estaduais pesquisados. O procedimento foi fazer pesquisa descritiva. Enviou-se questionário pré-testado a cada um dos 57 órgãos da administração pública direta e indireta. A escala adotada foi adaptada a partir da Escala Likert. Retornaram 14 secretários adjuntos e 4 dirigentes da administração indireta. Os dados mostram que, na visão dos administradores principais, a TI é estratégica, ofensiva, repercute nos custos, é defensiva e por último controla. O orçamento da informatização da administração estadual é apenas R$42.000.000,00. Os investimentos por órgão, entretanto, variam de R$14.000,00 a R$10.000.000,00. Esperava-se que a TI aparecesse como suporte de tomada de decisões, mas fosse vista como despesa, posto que o orçamento de TI, em algumas secretarias é praticamente nulo. Apesar disso, os gestores percebem o potencial estratégico da TI para agregar valor à organização. Mas não desempenha efetivamente um papel estratégico para o Governo do Estado, não apóia as decisões. Predomina a TI como suporte dos processos e operações.
PINHEIRO, Daniel Rodriguez de Carvalho; CASTRO, Lúcia Pompeu de Vasconcelos. A tecnologia da informação automatizada percebida pelas secretarias de governo. In: IX Semanario Latinoamericano de Gestión Tecnológica,
Daniel Rodriguez de Carvalho PINHEIRO; Lúcia Pompeu de Vasconcelos CASTRO.
01/08/2008